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domingo, 13 de junho de 2010

voz da memória

poeta não te esqueças
dos pais do teu poema
de poe o estorvo do corvo
vladimir de vértebras canoras
e de bertold coragem
poeta não esqueças
dos anjos tortos já mortos
dos pablos carlos manuéis
fernandos e joãos
da herança que te deixaram
desde além-castro
desde muito além-camões
aqueles pra quem a palavra
mais que poética é ética
cuja arte imita nada
porque é vida a ser vivenciada
poeta que se preza
usa sua voz com alarde
não é poeta o covarde
que abafa o grito
com migalha pega do chão

que jamais cale o poeta
a não ser quando o silêncio
falar mais que a poesia

Porto Alegre, 12/06/2010

6 comentários:

FlaM disse...

Que peleza de poema, renato. só não gostei de "vivenciada". E acho que termina em chão. O resto é desnecessário. Pronto falei! Mas o mais importante é que está mesmo muito bom. Gostei de ver que isto reativado! bj, f

FlaM disse...

kkkkkkkkkkkkk
juro que não foi argumento sobre ser diléxica!

Renato de Mattos Motta disse...

...dislexica? Juro que pensei que estavas fazendo um sataque alemão!
kkk
Obrigado mana pelos elogios e pelas críticas...

Beijão!

F. Otavio M. Silva disse...

Belo texto.
adorei o blog
depois dá um olhada no meu

http://otaviomsilva.blogspot.com/

Abraço.

Mara faturi disse...

Querido Renato,

o silêncio só vale a pena quando for de peixes azuis;)
* vi seu comentário no curta somente hj!
Obrigado!
*Qdo lembro de vc, chego a ouvir seus poemas...sussurram lembranças e vivências em meus ouvidos e no coração!
Grande abraço!

sandra disse...

adorei! que todos os santos poetas e dem(onios)ais! continuem a te inspirar!