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sábado, 19 de abril de 2008

Um convidado Ilustre: Antônio Machado

O terceiro e o quarto verso dessa poesia são daquelas citações que todo mundo faz, mas poucos conhecem a fonte.
Tenho uma vizinha que gosta muito de poesia, mas não entende espanhol. Para ela traduzi este poema e posto a tradução depois do original para quem precisa de tradução.
Fiz esta tradução o melhor que pude, mas sempre vejo um problema em traduzir um texto desta língua para o Português: embora sejam línguas muito semelhantes, têm musicalidades diferentes. Portanto, recomendo antes a leitura do texto original. Por que, para este texto, a sonoridade do espanhol funciona muito melhor...



Caminante, no hay camino
Autor: Antonio Machado


Caminante son tus huellas
El camino nada más;
caminante no hay camino
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino
sino estelas sobre el mar.
¿Para que llamar caminos
A los surcos del azar...?
Todo el que camina anda,
Como Jesús sobre el mar.

Yo amo a Jesús que nos dijo:
Cielo y tierra pasarán
Cuando cielo y tierra pasen
mi palabra quedará.
¿Cuál fue Jesús tu palabra?
¿Amor?, ¿perdón?, ¿caridad?
Todas tus palabras fueron
una palabra: Velad.
Como no sabéis la hora
En que os han de despertar,
Os despertarán dormidos
si no veláis; despertad.





Caminhante, não há caminho
Autor: Antonio Machado

(tradução de Renato de Mattos Motta)

Caminhante tuas pegadas
São caminho, nada mais
Caminhante não há caminho
Se faz caminho ao andar
Ao andar se faz caminho
E ao voltar a vista atrás
Se vê a estrada que nunca
Se vai voltar a pisar
Caminhante não há caminho
Só estrelas sobre o mar.
Para que chamar caminhos
Aos sulcos do azar?
Todo o que caminha anda
Como Jesus sobre o mar

Eu amo a Jesus que nos disse
“Céu e terra passarão
Quando céu e terra passarem
Minha palavra ficará.”
Qual foi Jesus tua palavra?
Amor? Perdão? Caridade?
Todas tuas palavras foram
Uma palavra: Velai.
Como não sabeis a hora
Em que vos vão despertar
Despertar-vos-ão do sono
Se não velais; despertai.

Um comentário:

Juliana Meira disse...

bonito poema!
abraço!

((tempoema de Renato Mattos no blog, confere lá))